Saber adaptar-se ao ambiente de trabalho e tirar vantagens competitivas sem desgastar a imagem profissional é uma tarefa árdua que demanda inteligência, determinação, planejamento, memória e controle.
Puxar o saco do chefe é uma prática milenar que, com certeza existira até os “fins dos tempos” e, o desafio é: como inovar nessa prática utilizando seus benefícios sem ser notado e criticado pelos colegas de trabalho a ponto de ser excluído das rodas comuns de discussão como, a salinha do café.
É... é na salinha do café que o buzzmaketing interno rola solto. Lá são praticados todos os tipos de terapias empíricas, propaganda indireta, planejamento e até mesmo promoções.
Afinal, o que importa é o sucesso. Mas, o que é preciso ter/ser mesmo pra obter sucesso profissional???
Leia mais sobre mimetismo corporativo no site da Go Horse Process.
SANDRA SOARES - UNITIVO
Blog para troca de experiências, informações e pontos de vista sobre carreira, profissão, educação, vida...
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O QUE FAZ A DIFERENÇA
Todo produto ou serviço ao ser colocado no mercado dever possuir, além de seus atributos funcionais, aqueles que o diferenciam dos concorrentes.
Um profissional, ao ser lançado no mercado de trabalho também deve possuir aqueles atributos que estão fora de suas qualificações técnicas, os quais o diferenciarão dos outros profissionais.
Aqui estão alguns que, se o profissional não possui, é importante se preocupar em desenvolvê-los para que a relação entre ele e seu empregador seja satisfatória e lucrativa para ambas as partes:
ATRIBUTOS:
- Linguagem e cultura inerente à profissão
- Comprometimento os serviços, os colegas e as diretrizes
- Ter responsabilidade com suas tarefas e obrigações
- Saber se comunicar entre os canais
- Saber se apresentar no trabalho e hierarquias
- Saber se relacionar com os colegas diretos e indiretos
- Demonstrar determinação e vontade no que está fazendo
- Senso de Organização de tarefas e prazos
- Participação e Foco nas questões urgentes e importantes
- Ser Objetivo em situações diárias
- Entendimento de sua posição e de seus colegas
- Ser justo diante de situações que demandam responsabilidades e comprometimento
- Ser verdadeiro para não entrar em contradição e descrédito junto ao líder e colegas
- Estar em paz e em dia com seus afazeres
Ponha em prática e veja os resultados...
Um profissional, ao ser lançado no mercado de trabalho também deve possuir aqueles atributos que estão fora de suas qualificações técnicas, os quais o diferenciarão dos outros profissionais.
Aqui estão alguns que, se o profissional não possui, é importante se preocupar em desenvolvê-los para que a relação entre ele e seu empregador seja satisfatória e lucrativa para ambas as partes:
ATRIBUTOS:
- Linguagem e cultura inerente à profissão
- Comprometimento os serviços, os colegas e as diretrizes
- Ter responsabilidade com suas tarefas e obrigações
- Saber se comunicar entre os canais
- Saber se apresentar no trabalho e hierarquias
- Saber se relacionar com os colegas diretos e indiretos
- Demonstrar determinação e vontade no que está fazendo
- Senso de Organização de tarefas e prazos
- Participação e Foco nas questões urgentes e importantes
- Ser Objetivo em situações diárias
- Entendimento de sua posição e de seus colegas
- Ser justo diante de situações que demandam responsabilidades e comprometimento
- Ser verdadeiro para não entrar em contradição e descrédito junto ao líder e colegas
- Estar em paz e em dia com seus afazeres
Ponha em prática e veja os resultados...
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
RESILIÊNCIA
Isso ai, Resiliência.
Para quem não sabe o que significa, existem alguns conceitos que abrangem diversas áreas. Ai vai alguns:
Do ponto de vista da Física é um conceito que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura.
Do ponto de vista da Psicologia é a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico.
E por ai vai...
O que importa saber aqui é que, o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e exigente.
Um profissional seja da área operacional, tática ou estratégica que não possui os atributos que compõem a qualificação técnica (seja nível superior ou médio) tem poucas chances de se manter no trabalho.
"A resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável". (Tom Coelho)
E DÁLI RESILIÊNCIA...
Para quem não sabe o que significa, existem alguns conceitos que abrangem diversas áreas. Ai vai alguns:
Do ponto de vista da Física é um conceito que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura.
Do ponto de vista da Psicologia é a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico.
E por ai vai...
O que importa saber aqui é que, o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e exigente.
Um profissional seja da área operacional, tática ou estratégica que não possui os atributos que compõem a qualificação técnica (seja nível superior ou médio) tem poucas chances de se manter no trabalho.
"A resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável". (Tom Coelho)
E DÁLI RESILIÊNCIA...
CONCURSO TEM 110 VAGAS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF) de São Paulo promove concurso de 110 vagas de docente e cargos da área técnico-administrativa nos campi da capital e interior do Estado. Os salários são de até R$ 6,1 mil
Veja mais no link do site
http://jcconcursos.uol.com.br/Concursos/Noticiario/edital-concurso-ifsp-professor-tecnico-2010-28587
Veja mais no link do site
http://jcconcursos.uol.com.br/Concursos/Noticiario/edital-concurso-ifsp-professor-tecnico-2010-28587
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O ALUNO COMO PRODUTO EM DESENVOLVIMENTO: Matéria da Revista Ensino Superior
Eu sempre acreditei nisso. Essa matéria da Revista Ensino Superior reflete a necessidade das escolas e universidades pensarem em seus alunos, do ponto de vista do marketing, como um produto que sai para o mercado de trabalho levando consigo o aprendizado e, inevitavelmente o nome da instituição onde estudou.
Dependendo das experiências vividas, o aluno pode contribuir positiva ou negativamente para a imagem da instituição.
O assunto abordado pela Revista é muito importante para que as escolas pensem em como estão entregando seus alunos ao mercado. Ele é como uma caneta ou um produto qualquer que necessita de qualidade para obter aprovação do cliente.
No caso do um aluno, a aprovação virá das empresas e daqueles que irão intereagir e conviver com ele como Pessoa e Profissional.
Tecnicamente, no meu ponto de vista, as escolas profissionalizantes deveriam possui uma área de aprimoramento do carater dos alunos, contribuindo e trabalhando áreas da vida que em sala de aula não é possivel desenvolver, de modo que, aprendam a visualizar suas vidas como um todo e a interelação dos atributos que favorecem o sucesso de uma pessoa.
Essa visão contribui para que eles identifiquem e entendam a importância da profissão na sociedade e na vida particular do indivíduo.
Quem não deseja uma sociedade mais Feliz?!!
Dependendo das experiências vividas, o aluno pode contribuir positiva ou negativamente para a imagem da instituição.
O assunto abordado pela Revista é muito importante para que as escolas pensem em como estão entregando seus alunos ao mercado. Ele é como uma caneta ou um produto qualquer que necessita de qualidade para obter aprovação do cliente.
No caso do um aluno, a aprovação virá das empresas e daqueles que irão intereagir e conviver com ele como Pessoa e Profissional.
Tecnicamente, no meu ponto de vista, as escolas profissionalizantes deveriam possui uma área de aprimoramento do carater dos alunos, contribuindo e trabalhando áreas da vida que em sala de aula não é possivel desenvolver, de modo que, aprendam a visualizar suas vidas como um todo e a interelação dos atributos que favorecem o sucesso de uma pessoa.
Essa visão contribui para que eles identifiquem e entendam a importância da profissão na sociedade e na vida particular do indivíduo.
Quem não deseja uma sociedade mais Feliz?!!
sábado, 13 de junho de 2009
DADOS PARA O FUTURO
Números do ensino superior brasileiro revelam que é hora de se preparar para os próximos anos, quando a graduação estará mais diversificada na forma e concentrada na oferta
Há pelo menos três anos o ensino superior brasileiro começou a dar sinais de mudanças. O intenso crescimento de alunos e instituições de ensino até 2003 deu lugar a um cenário que caminha para a consolidação e a diversificação da oferta. Ao atender à demanda reprimida, as instituições de ensino se viram diante do desafio de buscar alternativas inovadoras para se manterem na disputa por novos alunos. Velhos problemas permanecem, mas novas soluções surgem.
Neste especial de indicadores da revista Ensino Superior, os gestores vão encontrar os principais números do ensino superior brasileiro compilados de forma a ajudar nas tomadas de decisão. Além das análises de cada dado divulgado pelo último Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as projeções para o futuro do segmento, sob o impacto neste ano da crise financeira internacional, e as alternativas para lidar com as questões que podem definir o perfil da educação superior: a inclusão de mais jovens na graduação, a permanência dos índices de evasão e inadimplência, a nova configuração do mercado e a expansão da educação a distância e dos cursos superiores de tecnologia.
Apesar da estabilização do crescimento do segmento, a boa notícia é que novas tendências começam a ser percebidas a partir dos últimos dados disponíveis, o que pode ajudar a configurar as próximas ações por parte das instituições de ensino para o futuro.
Se os números de matrículas na graduação presencial estabilizaram o crescimento, com 4,3% de aumento entre 2006 e 2007, no ensino a distância e na educação tecnológica eles continuam a crescer a passos largos. As matrículas em EAD cresceram 78,4% no mesmo período e os cursos superiores de tecnologia ampliaram em 24,8% o número de alunos entre 2006 e 2007. Além disso, as graduações que registraram maior aumento na procura por novos ingressantes foram as tecnológicas. As duas modalidades são consideradas alternativas promissoras para a inclusão de mais jovens na graduação, não enquanto substituição ao bacharelado presencial, mas como uma necessária diversificação da oferta.Mesmo assim, problemas que afetam todo o sistema educacional brasileiro podem estar começando a repercutir também nessas modalidades. Os cursos de graduação a distância cresceram 16,9%, passando de 349 graduações em 2006 para 408 cursos em 2007. O crescimento anterior havia sido de 84,6%, passando de 189 cursos em 2005 para 349 em 2006. A diferença começa a se dar na oferta de vagas, que cresceu bem acima: 89,4% entre 2006 e 2007. As análises ainda não são conclusivas, mas o fenômeno pode estar relacionado à proximidade de esgotamento da capacidade de pagamento dos alunos.Esse é um problema que preocupa todo o segmento. Com a atual estabilização na demanda - o número de ingressos no ensino superior cresceu apenas 3,9% - as alternativas de financiamento passam a ser discussão prioritária na área educacional. Novas propostas têm surgido, na expectativa de tentar encontrar soluções agora para um problema que pode ficar ainda maior no futuro.Para se ter uma ideia de como a questão deve mobilizar o segmento, os dados do Censo revelam que as instituições de ensino superior privadas representam 88,3% das vagas disponíveis no ensino superior no Brasil. São 2,4 milhões de vagas, contra 329 mil nas instituições públicas, que representam 11,7%. No total, são disponibilizadas 2,8 milhões de vagas. Ou seja, a maior parte da oferta continua nas instituições particulares. Dos alunos que entram no ensino superior, 79,9% vão para instituições privadas e 20,1% vão para instituições públicas. O número de ingressos aumentou 0,36% nas públicas e 2,8% nas privadas.O número de vagas nas instituições públicas ainda diminuiu 0,5%, sendo 331 mil vagas em 2006 e nas particulares a oferta aumentou 8,54%, já que no ano anterior eram 2,2 milhões de vagas. Por outro lado, a taxa de ociosidade no Brasil em 2007 era de 47,5%, ou 1,3 milhão de vagas, sendo 52,6% nas instituições privadas e 9,3% nas públicas. De 1997 a 2007, o número de vagas cresceu 393% entre as instituições particulares, e 69,8% nas públicas no mesmo período. A relação candidato vaga hoje é de 7%, sendo 1,8 nas públicas e 1,2 nas particulares. Em 2007, a relação era de 3,9 nas públicas e 2,6 nas privadas.O número de candidatos também demonstra uma possível mudança. Os inscritos para os processos nas instituições privadas representam 55,9% do total do Brasil, ou 2,9 milhões, e nas públicas eles são 44,1%, ou 2,2 milhões. Mas as instituições públicas perderam 2,54% dos candidatos e as particulares aumentaram em 2,46% o número de inscritos. O dado pode explicar por que, pela primeira vez, as universidades públicas apresentaram queda em suas taxas de titulação, enquanto houve aumento entre as instituições particulares.De qualquer forma, a evasão continua a ser um sério problema para as duas categorias. A taxa permanece em índices de 20%, mas especialistas garantem que é possível reduzir os índices, com alternativas dentro da própria instituição
Das matrículas do ensino superior, 74,6% estão nas instituições particulares e 25,4% nas públicas. As matrículas no Brasil cresceram 4,4%, sendo 8,3% na região Norte, 7,2% na região Nordeste, 4,2% na Sudeste, 3,7% no Centro-Oeste e 1,1% no Sul. O perfil dos alunos também é majoritariamente feminino: 55,9% dos alunos são mulheres e 45,1% homens. Nas capitais, as matrículas aumentaram 5,5% e no interior 3,4%. Apenas 2,6% da população está matriculada no ensino superior, com base no número de 183 milhões de habitantes no país.
As instituições privadas respondem por 74,4% dos alunos que se formam no país, 563 mil, e as públicas por 25,6% dos concluintes, ou 193 mil. No total, 756.799 mil alunos se formaram em 2007. O percentual da taxa de concluintes e ingressantes no país ficou em 55,4% nas particulares e 67,4% nas públicas em 2007, sendo que em 2004 essa relação era de 82,7% para as públicas e 53,6% para as privadas.
As instituições de ensino superior privadas, 2.032, representam 89,1% do mercado brasileiro, enquanto as públicas respondem por 10,9%. Essa relação já chegou a ser de 7,6% para 23,4% em 1997. As faculdades, escolas e institutos respondem por 72% das instituições, os centros de educação tecnológica por 9%, as universidades por 8%, as faculdades integradas 6% e os centros universitários, 5%. De 2006 para 2007, a região Norte ganhou cinco novas instituições particulares, o Nordeste dez, sendo que abriram 13 particulares e fecharam três públicas, o Centro-Oeste seis, sendo cinco privadas e uma pública, o Sudeste duas, sendo três novas públicas e uma perda de particular, e a região Sul perdeu 12 instituições particulares.
A tendência é que o mercado fique ainda mais concentrado. A expectativa de especialistas é que os 15 grupos educacionais que detêm 30% do mercado hoje passem a controlar 50% da oferta até 2012 .No Brasil, o número de cursos cresceu 6,28%, passando de 22.101 em 2006 para 23.488 em 2007. As públicas cresceram 0,7%, passando de 6.549 em 2006 para 6.596 em 2007 e as particulares registraram aumento de 8,6%, passando de 15.552 em 2006 para 16.892 em 2007, o menor crescimento das privadas desde 1997. A oferta de modalidade de cursos também caiu, passando de 771 em 2006 para 500 em 2007. Entretanto, ao olhar o crescimento do número de ingressantes por curso, percebe-se uma maior procura por graduações mais curtas e voltadas para o mercado de trabalho, apesar de os cursos tradicionais, como administração e direito, ainda concentrarem a maior parte do alunado.
Os cursos das instituições privadas representam 71,9% da oferta brasileira, sendo 16,8 mil cursos e as públicas oferecem 28,1% das graduações, com 6,5 mil cursos. As instituições particulares respondem por 71% dos cursos do Brasil, enquanto as redes federal e estadual por 13% cada, e a municipal por 3%.
Quanto ao perfil dos professores, os dados do Censo revelam que no Brasil 41% dos docentes têm até especialização, 36% têm mestrado e 23% possuem doutorado. O número de docentes aumentou 8% nas instituições públicas, passando de 100 mil em 2006 para 108,8 mil em 2007 e 3,4% nas instituições particulares, passando de 201 mil em 2006 para 208 mil em 2007.
Os números do ensino superior
SAIBA MAIS: http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12368
Há pelo menos três anos o ensino superior brasileiro começou a dar sinais de mudanças. O intenso crescimento de alunos e instituições de ensino até 2003 deu lugar a um cenário que caminha para a consolidação e a diversificação da oferta. Ao atender à demanda reprimida, as instituições de ensino se viram diante do desafio de buscar alternativas inovadoras para se manterem na disputa por novos alunos. Velhos problemas permanecem, mas novas soluções surgem.
Neste especial de indicadores da revista Ensino Superior, os gestores vão encontrar os principais números do ensino superior brasileiro compilados de forma a ajudar nas tomadas de decisão. Além das análises de cada dado divulgado pelo último Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as projeções para o futuro do segmento, sob o impacto neste ano da crise financeira internacional, e as alternativas para lidar com as questões que podem definir o perfil da educação superior: a inclusão de mais jovens na graduação, a permanência dos índices de evasão e inadimplência, a nova configuração do mercado e a expansão da educação a distância e dos cursos superiores de tecnologia.
Apesar da estabilização do crescimento do segmento, a boa notícia é que novas tendências começam a ser percebidas a partir dos últimos dados disponíveis, o que pode ajudar a configurar as próximas ações por parte das instituições de ensino para o futuro.
Se os números de matrículas na graduação presencial estabilizaram o crescimento, com 4,3% de aumento entre 2006 e 2007, no ensino a distância e na educação tecnológica eles continuam a crescer a passos largos. As matrículas em EAD cresceram 78,4% no mesmo período e os cursos superiores de tecnologia ampliaram em 24,8% o número de alunos entre 2006 e 2007. Além disso, as graduações que registraram maior aumento na procura por novos ingressantes foram as tecnológicas. As duas modalidades são consideradas alternativas promissoras para a inclusão de mais jovens na graduação, não enquanto substituição ao bacharelado presencial, mas como uma necessária diversificação da oferta.Mesmo assim, problemas que afetam todo o sistema educacional brasileiro podem estar começando a repercutir também nessas modalidades. Os cursos de graduação a distância cresceram 16,9%, passando de 349 graduações em 2006 para 408 cursos em 2007. O crescimento anterior havia sido de 84,6%, passando de 189 cursos em 2005 para 349 em 2006. A diferença começa a se dar na oferta de vagas, que cresceu bem acima: 89,4% entre 2006 e 2007. As análises ainda não são conclusivas, mas o fenômeno pode estar relacionado à proximidade de esgotamento da capacidade de pagamento dos alunos.Esse é um problema que preocupa todo o segmento. Com a atual estabilização na demanda - o número de ingressos no ensino superior cresceu apenas 3,9% - as alternativas de financiamento passam a ser discussão prioritária na área educacional. Novas propostas têm surgido, na expectativa de tentar encontrar soluções agora para um problema que pode ficar ainda maior no futuro.Para se ter uma ideia de como a questão deve mobilizar o segmento, os dados do Censo revelam que as instituições de ensino superior privadas representam 88,3% das vagas disponíveis no ensino superior no Brasil. São 2,4 milhões de vagas, contra 329 mil nas instituições públicas, que representam 11,7%. No total, são disponibilizadas 2,8 milhões de vagas. Ou seja, a maior parte da oferta continua nas instituições particulares. Dos alunos que entram no ensino superior, 79,9% vão para instituições privadas e 20,1% vão para instituições públicas. O número de ingressos aumentou 0,36% nas públicas e 2,8% nas privadas.O número de vagas nas instituições públicas ainda diminuiu 0,5%, sendo 331 mil vagas em 2006 e nas particulares a oferta aumentou 8,54%, já que no ano anterior eram 2,2 milhões de vagas. Por outro lado, a taxa de ociosidade no Brasil em 2007 era de 47,5%, ou 1,3 milhão de vagas, sendo 52,6% nas instituições privadas e 9,3% nas públicas. De 1997 a 2007, o número de vagas cresceu 393% entre as instituições particulares, e 69,8% nas públicas no mesmo período. A relação candidato vaga hoje é de 7%, sendo 1,8 nas públicas e 1,2 nas particulares. Em 2007, a relação era de 3,9 nas públicas e 2,6 nas privadas.O número de candidatos também demonstra uma possível mudança. Os inscritos para os processos nas instituições privadas representam 55,9% do total do Brasil, ou 2,9 milhões, e nas públicas eles são 44,1%, ou 2,2 milhões. Mas as instituições públicas perderam 2,54% dos candidatos e as particulares aumentaram em 2,46% o número de inscritos. O dado pode explicar por que, pela primeira vez, as universidades públicas apresentaram queda em suas taxas de titulação, enquanto houve aumento entre as instituições particulares.De qualquer forma, a evasão continua a ser um sério problema para as duas categorias. A taxa permanece em índices de 20%, mas especialistas garantem que é possível reduzir os índices, com alternativas dentro da própria instituição
Das matrículas do ensino superior, 74,6% estão nas instituições particulares e 25,4% nas públicas. As matrículas no Brasil cresceram 4,4%, sendo 8,3% na região Norte, 7,2% na região Nordeste, 4,2% na Sudeste, 3,7% no Centro-Oeste e 1,1% no Sul. O perfil dos alunos também é majoritariamente feminino: 55,9% dos alunos são mulheres e 45,1% homens. Nas capitais, as matrículas aumentaram 5,5% e no interior 3,4%. Apenas 2,6% da população está matriculada no ensino superior, com base no número de 183 milhões de habitantes no país.
As instituições privadas respondem por 74,4% dos alunos que se formam no país, 563 mil, e as públicas por 25,6% dos concluintes, ou 193 mil. No total, 756.799 mil alunos se formaram em 2007. O percentual da taxa de concluintes e ingressantes no país ficou em 55,4% nas particulares e 67,4% nas públicas em 2007, sendo que em 2004 essa relação era de 82,7% para as públicas e 53,6% para as privadas.
As instituições de ensino superior privadas, 2.032, representam 89,1% do mercado brasileiro, enquanto as públicas respondem por 10,9%. Essa relação já chegou a ser de 7,6% para 23,4% em 1997. As faculdades, escolas e institutos respondem por 72% das instituições, os centros de educação tecnológica por 9%, as universidades por 8%, as faculdades integradas 6% e os centros universitários, 5%. De 2006 para 2007, a região Norte ganhou cinco novas instituições particulares, o Nordeste dez, sendo que abriram 13 particulares e fecharam três públicas, o Centro-Oeste seis, sendo cinco privadas e uma pública, o Sudeste duas, sendo três novas públicas e uma perda de particular, e a região Sul perdeu 12 instituições particulares.
A tendência é que o mercado fique ainda mais concentrado. A expectativa de especialistas é que os 15 grupos educacionais que detêm 30% do mercado hoje passem a controlar 50% da oferta até 2012 .No Brasil, o número de cursos cresceu 6,28%, passando de 22.101 em 2006 para 23.488 em 2007. As públicas cresceram 0,7%, passando de 6.549 em 2006 para 6.596 em 2007 e as particulares registraram aumento de 8,6%, passando de 15.552 em 2006 para 16.892 em 2007, o menor crescimento das privadas desde 1997. A oferta de modalidade de cursos também caiu, passando de 771 em 2006 para 500 em 2007. Entretanto, ao olhar o crescimento do número de ingressantes por curso, percebe-se uma maior procura por graduações mais curtas e voltadas para o mercado de trabalho, apesar de os cursos tradicionais, como administração e direito, ainda concentrarem a maior parte do alunado.
Os cursos das instituições privadas representam 71,9% da oferta brasileira, sendo 16,8 mil cursos e as públicas oferecem 28,1% das graduações, com 6,5 mil cursos. As instituições particulares respondem por 71% dos cursos do Brasil, enquanto as redes federal e estadual por 13% cada, e a municipal por 3%.
Quanto ao perfil dos professores, os dados do Censo revelam que no Brasil 41% dos docentes têm até especialização, 36% têm mestrado e 23% possuem doutorado. O número de docentes aumentou 8% nas instituições públicas, passando de 100 mil em 2006 para 108,8 mil em 2007 e 3,4% nas instituições particulares, passando de 201 mil em 2006 para 208 mil em 2007.
Os números do ensino superior
SAIBA MAIS: http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12368
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Olha os "EIXOS" do MEC
VAMOS OUVIR FALAR MUITO DISSO...
Trabalho conjunto
Eixos temáticos e projetos modulares levam a interdisciplinaridade para as salas de aula e os laboratórios. Objetivo é formar profissionais mais críticos.
Rodolfo C. Bonventti
Cada vez mais o mercado de trabalho exige profissionais que tenham como competências a desenvoltura, a facilidade em resolver problemas e desenvolver pensamentos e atitudes críticas. Essa postura tem levado as instituições de ensino superior a buscar novas formas e metodologias e a abandonar aos poucos a formação pela disciplinaridade pura e simples para adotar a interdisciplinaridade, os eixos temáticos e os projetos pedagógicos modulares.
"É uma evolução natural do desenvolvimento do conhecimento. O enfoque hoje tem de ser interdisciplinar e não mais aquele modelo muito fragmentado que é o ensino por disciplinas. O aluno tem de ter a visão de que as diversas partes de um todo interagem entre si e que ele não pode aprender a trabalhar tentando compreender as partes isoladas, mas todas elas integradas. No modelo de ensino por disciplinas se perde a noção do todo", defende o professor titular do campus Baixada Santista da Unifesp, Nildo Batista.
Olhar de forma integrada é o conceito básico das instituições que adotam o ensino modular, em que a matriz curricular não é mais linear, mas muito mais flexível, permitindo desenvolver, dentro dela, várias atividades diferenciadas e complementares com conteúdos e temas integradores. "Ao convergirem para a interdisciplinaridade, esses projetos unem mais professores e alunos porque ambos aprendem a trabalhar em conjunto. Esse tipo de projeto não funciona se os coordenadores de cursos e todos os professores envolvidos não participarem ativamente dele", explica a pró-reitora de graduação da Universidade Metodista de São Paulo, Vera Lúcia Gouvea Stivaletti.
"O projeto de módulos curriculares integrados só traz vantagens tanto para os alunos como para os professores. Os docentes passam a conversar mais entre eles, a trocar experiências, a se integrar e a conhecer metodologias diversificadas de preparar uma atividade, e acabam fazendo também uma nova leitura do seu papel como educador. Já os alunos aprendem a trabalhar por situações, por temas, a desenvolver mais pesquisas, mais trabalhos e atividades em grupo e ganham em desenvoltura frente aos desafios que aparecem, já que conquistam uma visão mais integralizadora", define Vera Lúcia Stivaletti.
Mas trabalhar em módulos não significa apenas fazer uma junção de disciplinas afins. É muito mais que isso. Representa a integração de conteúdos, significa não permitir que cada área olhe apenas para si. "Por exemplo, na opção por disciplinas, um aluno da área de Saúde aprende em um determinado momento do curso a anatomia do coração e, em outro momento, que pode nem ser no mesmo semestre ou ano, a fisiologia do coração. No sistema modular e por eixos, ele tem, ao mesmo tempo, a visão do coração como um todo", exemplifica o professor Nildo Batista.
Atualmente, uma das grandes reclamações dos alunos da graduação é a repetição de assuntos nas várias disciplinas que compõem as grades curriculares. São grades que muitas vezes possuem, em um curso de quatro anos, mais de 90 disciplinas, e como não há um planejamento conjunto entre os professores que ministram essas aulas, é natural que ocorra o isolamento dos conteúdos ministrados por cada professor.
Um outro modelo é o adotado pela FGV/Easp, que trabalha com módulos formados por conjuntos fixos de disciplinas. "Nossos módulos são muito mais gerenciais. Temos uma preocupação em dar uma seqüência adequada no desenvolvimento dos cursos e em realizarmos um balanceamento das atividades propostas", explica o professor Luiz Arthur Brito, coordenador do Mestrado Profissional em Administração da FGV/Easp.
"Nós preparamos executivos para ocuparem cargos de direção nas empresas e temos três grandes etapas nos módulos que permitem que os nossos alunos olhem para o mercado como um todo: o primeiro momento é quando eles chegam ao curso, o segundo na fase intermediária, quando já possuem uma boa base, e o terceiro na transição para o mercado, quando as atividades extraclasse são executadas no próprio mercado", exemplifica Luiz Arthur.
Na Universidade Metodista, onde a nova concepção curricular vem sendo implantada desde 2004, os reflexos positivos se manifestam em práticas como o aumento na freqüência às bibliotecas. "Foi uma boa surpresa e tivemos de investir na ampliação do espaço das bibliotecas nos campi, já que a nova metodologia tem levado os alunos a se interessarem mais em pesquisas, monitorias, nos projetos experimentais, na participação em congressos e em atividades culturais", exemplifica a professora Vera Lúcia Stivaletti.
No campus Baixada Santista da Unifesp, o projeto de ensino modular está completando quatro anos e envolve cinco áreas da Saúde: fisioterapia, terapia ocupacional, educação física, nutrição e psicologia. Para o professor Nildo Alves Batista, "com esse modelo podemos trabalhar melhor no desenvolvimento das competências dos nossos novos profissionais de mercado, encorajando-os a pensar sempre a partir de situações problematizadoras".
DIFERENÇA ENTRE OS CONCEITOS:
Disciplinaridade: surgiu no século XVI com Galileu Galilei, que propôs substituir o estudo da realidade em toda a sua complexidade pela adoção de perspectivas que permitissem a construção de modelos concentrados em aspectos mais específicos. Era a visão de que o mundo era uma grande máquina que podia ser desmontada em partes menores, que seriam estudadas isoladamente. Ou seja, esperava-se compreender o todo pela justaposição de suas partes.
Interdisciplinaridade: resposta à fragmentação do conhecimento ocorrida com a Revolução Industrial e a necessidade de mão-de-obra especializada. Buscou conciliar os conceitos pertencentes às diversas áreas do conhecimento com o objetivo de produzir novos conhecimentos. Apóia-se em uma visão que considera que as diversas partes de um todo interagem entre si, não sendo possível compreender um sistema, seja ele simples ou complexo, só com base na compreensão de suas partes isoladas. Permite que o aluno articule os conceitos de diversas disciplinas, dando significado a situações novas.
PROBLEMAS COM SOLUÇÃO
Preocupado em promover iniciativas que permitam o desenvolvimento pedagógico contínuo do seu corpo docente e, ao mesmo tempo, lhe possibilite colocar no mercado de trabalho profissionais e alunos com uma visão mais crítica, analítica e ética, o Ibmec São Paulo criou o Núcleo de Estudos da Dinâmica do Ensino e Aprendizagem (DEA), uma iniciativa pioneira entre as escolas de negócios do país.
Carolina da Costa, gerente da área de Pesquisa, Ensino e Aprendizagem do Ibmec São Paulo, explica o funcionamento do Núcleo. "Buscamos junto com os professores um currículo orientado por questões de relevância social e corporativa, ou seja, mais integrado, que permita que o nosso aluno use o seu raciocínio efetivamente para pensar. Nosso foco não está apenas no desempenho de cada um, mas no desenvolver das competências que um mercado cada vez mais exigente e seletivo solicita."
Doutora em Ciências Cognitivas, Carolina da Costa define que o profissional do século XXI precisa ter duas grandes competências: pensamento crítico e saber resolver problemas. "Em função disso, trabalhamos em cima de algumas perguntas essenciais: como as pessoas aprendem melhor? A serviço do quê cada conhecimento está? Quais são os conhecimentos que efetivamente apóiam a nossa missão de formar bons profissionais? Dessa forma, o nosso currículo fica mais centrado em dilemas e problemas e na solução deles por parte dos alunos."
O Núcleo criado pelo Ibmec São Paulo desenvolve programas que preparam os professores para essa nova realidade, procurando melhorar o processo de transmissão do conteúdo aos alunos. Um dos programas mais interessantes criados pelo DEA é o Professor Assistindo Aula de Professor (Paap), em que os professores trocam de papel e assistem como alunos também às aulas de outros docentes. O objetivo é ajustar as práticas pedagógicas que estão sendo aplicadas e também promover a integração do corpo docente e das suas respectivas disciplinas.
"Para o sucesso de qualquer novo projeto pedagógico, precisamos antes de tudo entender que ele só vai funcionar se os professores forem os protagonistas dessa nova história. Eles precisam se sentir validados, que têm apoio e não estão apenas sendo fiscalizados de alguma forma. Nós precisamos trabalhar essa mudança cultural professor a professor, com a preocupação de não parecer que estamos desvalidando o que eles tinham feito até então", explica Carolina da Costa.
Além do apoio aos professores e de uma opção cada vez maior para experimentos na sala de aula, o DEA também se envolve na produção constante de literatura capaz de embasar esse novo foco de ensino.
http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12286
Trabalho conjunto
Eixos temáticos e projetos modulares levam a interdisciplinaridade para as salas de aula e os laboratórios. Objetivo é formar profissionais mais críticos.
Rodolfo C. Bonventti
Cada vez mais o mercado de trabalho exige profissionais que tenham como competências a desenvoltura, a facilidade em resolver problemas e desenvolver pensamentos e atitudes críticas. Essa postura tem levado as instituições de ensino superior a buscar novas formas e metodologias e a abandonar aos poucos a formação pela disciplinaridade pura e simples para adotar a interdisciplinaridade, os eixos temáticos e os projetos pedagógicos modulares.
"É uma evolução natural do desenvolvimento do conhecimento. O enfoque hoje tem de ser interdisciplinar e não mais aquele modelo muito fragmentado que é o ensino por disciplinas. O aluno tem de ter a visão de que as diversas partes de um todo interagem entre si e que ele não pode aprender a trabalhar tentando compreender as partes isoladas, mas todas elas integradas. No modelo de ensino por disciplinas se perde a noção do todo", defende o professor titular do campus Baixada Santista da Unifesp, Nildo Batista.
Olhar de forma integrada é o conceito básico das instituições que adotam o ensino modular, em que a matriz curricular não é mais linear, mas muito mais flexível, permitindo desenvolver, dentro dela, várias atividades diferenciadas e complementares com conteúdos e temas integradores. "Ao convergirem para a interdisciplinaridade, esses projetos unem mais professores e alunos porque ambos aprendem a trabalhar em conjunto. Esse tipo de projeto não funciona se os coordenadores de cursos e todos os professores envolvidos não participarem ativamente dele", explica a pró-reitora de graduação da Universidade Metodista de São Paulo, Vera Lúcia Gouvea Stivaletti.
"O projeto de módulos curriculares integrados só traz vantagens tanto para os alunos como para os professores. Os docentes passam a conversar mais entre eles, a trocar experiências, a se integrar e a conhecer metodologias diversificadas de preparar uma atividade, e acabam fazendo também uma nova leitura do seu papel como educador. Já os alunos aprendem a trabalhar por situações, por temas, a desenvolver mais pesquisas, mais trabalhos e atividades em grupo e ganham em desenvoltura frente aos desafios que aparecem, já que conquistam uma visão mais integralizadora", define Vera Lúcia Stivaletti.
Mas trabalhar em módulos não significa apenas fazer uma junção de disciplinas afins. É muito mais que isso. Representa a integração de conteúdos, significa não permitir que cada área olhe apenas para si. "Por exemplo, na opção por disciplinas, um aluno da área de Saúde aprende em um determinado momento do curso a anatomia do coração e, em outro momento, que pode nem ser no mesmo semestre ou ano, a fisiologia do coração. No sistema modular e por eixos, ele tem, ao mesmo tempo, a visão do coração como um todo", exemplifica o professor Nildo Batista.
Atualmente, uma das grandes reclamações dos alunos da graduação é a repetição de assuntos nas várias disciplinas que compõem as grades curriculares. São grades que muitas vezes possuem, em um curso de quatro anos, mais de 90 disciplinas, e como não há um planejamento conjunto entre os professores que ministram essas aulas, é natural que ocorra o isolamento dos conteúdos ministrados por cada professor.
Um outro modelo é o adotado pela FGV/Easp, que trabalha com módulos formados por conjuntos fixos de disciplinas. "Nossos módulos são muito mais gerenciais. Temos uma preocupação em dar uma seqüência adequada no desenvolvimento dos cursos e em realizarmos um balanceamento das atividades propostas", explica o professor Luiz Arthur Brito, coordenador do Mestrado Profissional em Administração da FGV/Easp.
"Nós preparamos executivos para ocuparem cargos de direção nas empresas e temos três grandes etapas nos módulos que permitem que os nossos alunos olhem para o mercado como um todo: o primeiro momento é quando eles chegam ao curso, o segundo na fase intermediária, quando já possuem uma boa base, e o terceiro na transição para o mercado, quando as atividades extraclasse são executadas no próprio mercado", exemplifica Luiz Arthur.
Na Universidade Metodista, onde a nova concepção curricular vem sendo implantada desde 2004, os reflexos positivos se manifestam em práticas como o aumento na freqüência às bibliotecas. "Foi uma boa surpresa e tivemos de investir na ampliação do espaço das bibliotecas nos campi, já que a nova metodologia tem levado os alunos a se interessarem mais em pesquisas, monitorias, nos projetos experimentais, na participação em congressos e em atividades culturais", exemplifica a professora Vera Lúcia Stivaletti.
No campus Baixada Santista da Unifesp, o projeto de ensino modular está completando quatro anos e envolve cinco áreas da Saúde: fisioterapia, terapia ocupacional, educação física, nutrição e psicologia. Para o professor Nildo Alves Batista, "com esse modelo podemos trabalhar melhor no desenvolvimento das competências dos nossos novos profissionais de mercado, encorajando-os a pensar sempre a partir de situações problematizadoras".
DIFERENÇA ENTRE OS CONCEITOS:
Disciplinaridade: surgiu no século XVI com Galileu Galilei, que propôs substituir o estudo da realidade em toda a sua complexidade pela adoção de perspectivas que permitissem a construção de modelos concentrados em aspectos mais específicos. Era a visão de que o mundo era uma grande máquina que podia ser desmontada em partes menores, que seriam estudadas isoladamente. Ou seja, esperava-se compreender o todo pela justaposição de suas partes.
Interdisciplinaridade: resposta à fragmentação do conhecimento ocorrida com a Revolução Industrial e a necessidade de mão-de-obra especializada. Buscou conciliar os conceitos pertencentes às diversas áreas do conhecimento com o objetivo de produzir novos conhecimentos. Apóia-se em uma visão que considera que as diversas partes de um todo interagem entre si, não sendo possível compreender um sistema, seja ele simples ou complexo, só com base na compreensão de suas partes isoladas. Permite que o aluno articule os conceitos de diversas disciplinas, dando significado a situações novas.
PROBLEMAS COM SOLUÇÃO
Preocupado em promover iniciativas que permitam o desenvolvimento pedagógico contínuo do seu corpo docente e, ao mesmo tempo, lhe possibilite colocar no mercado de trabalho profissionais e alunos com uma visão mais crítica, analítica e ética, o Ibmec São Paulo criou o Núcleo de Estudos da Dinâmica do Ensino e Aprendizagem (DEA), uma iniciativa pioneira entre as escolas de negócios do país.
Carolina da Costa, gerente da área de Pesquisa, Ensino e Aprendizagem do Ibmec São Paulo, explica o funcionamento do Núcleo. "Buscamos junto com os professores um currículo orientado por questões de relevância social e corporativa, ou seja, mais integrado, que permita que o nosso aluno use o seu raciocínio efetivamente para pensar. Nosso foco não está apenas no desempenho de cada um, mas no desenvolver das competências que um mercado cada vez mais exigente e seletivo solicita."
Doutora em Ciências Cognitivas, Carolina da Costa define que o profissional do século XXI precisa ter duas grandes competências: pensamento crítico e saber resolver problemas. "Em função disso, trabalhamos em cima de algumas perguntas essenciais: como as pessoas aprendem melhor? A serviço do quê cada conhecimento está? Quais são os conhecimentos que efetivamente apóiam a nossa missão de formar bons profissionais? Dessa forma, o nosso currículo fica mais centrado em dilemas e problemas e na solução deles por parte dos alunos."
O Núcleo criado pelo Ibmec São Paulo desenvolve programas que preparam os professores para essa nova realidade, procurando melhorar o processo de transmissão do conteúdo aos alunos. Um dos programas mais interessantes criados pelo DEA é o Professor Assistindo Aula de Professor (Paap), em que os professores trocam de papel e assistem como alunos também às aulas de outros docentes. O objetivo é ajustar as práticas pedagógicas que estão sendo aplicadas e também promover a integração do corpo docente e das suas respectivas disciplinas.
"Para o sucesso de qualquer novo projeto pedagógico, precisamos antes de tudo entender que ele só vai funcionar se os professores forem os protagonistas dessa nova história. Eles precisam se sentir validados, que têm apoio e não estão apenas sendo fiscalizados de alguma forma. Nós precisamos trabalhar essa mudança cultural professor a professor, com a preocupação de não parecer que estamos desvalidando o que eles tinham feito até então", explica Carolina da Costa.
Além do apoio aos professores e de uma opção cada vez maior para experimentos na sala de aula, o DEA também se envolve na produção constante de literatura capaz de embasar esse novo foco de ensino.
http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12286
Assinar:
Postagens (Atom)